Frio intenso aumenta pressão arterial e ocorrência de infartos em 30%

Por Portal Opinião Pública 17/08/2021 - 14:53 hs
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Nos dias frios aumenta a preocupação com gripes, resfriados, problemas respiratórios, alergias e outras doenças de inverno. Porém, é importante alertar que as temperaturas mais baixas também colaboram para o risco de doenças circulatórias. De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o número de infartos cresce em média 30% no inverno, os de AVC - Acidente Vascular Cerebral - 20% e a cada 10°C de queda na temperatura aumenta em 7% o índice de infartos, principalmente quando os termômetros registram abaixo de 14ºC. 

Segundo o cardiologista Dionisio Yaya Chumpitaz, do Hospital Santa Casa de Mauá, a temperatura média do corpo é mantida pelo sistema nervoso simpático - responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial e concentração de açúcar no sangue. Nos dias frios, os vasos sanguíneos se contraem e o organismo direciona parte do volume de sangue para as artérias de médio e maior calibre, aumentando a pressão arterial. “O choque térmico, do quente para o frio, pode causar uma crise hipertensiva por elevação repentina da pressão arterial, além de baixar as defesas do organismo”, explica.

Os pacientes com problemas cardiovasculares precisam redobrar a atenção e os cuidados nessa época, principalmente, aos sintomas como dor no lado esquerdo do peito por mais de 10 minutos, falta de ar, palpitações e desmaios. Caso esses sintomas ocorram é preciso procurar um serviço de emergência o mais rápido possível. 

As mudanças dos hábitos também podem contribuir para tais problemas. Portanto, o ideal é não exagerar no consumo de carboidratos e gorduras, hidratar-se adequadamente e manter a atividade física, ainda que em menor proporção. 

Uma boa maneira de manter o corpo aquecido é por meio da ingestão de líquidos quentes ao longo do dia, evitar exposições prolongadas ao ar-condicionado e controlar alergias. Também é importante manter-se bem agasalhado, com atenção às extremidades, mãos, pés e a cabeça, “Os hipertensos devem manter o uso da medicação conforme prescrição médica”, orienta o cardiologista.